domingo, 26 de fevereiro de 2012

Bom Despacho e a Senhora do Sol

A SENHORA DO SOL

“E viu-se um grande sinal no céu, uma mulher vestida do sol e tendo a lua debaixo dos seus pés, e na sua cabeça havia um coroa de doze estrelas, e ela estava grávida. E ela clama nas suas dores e na sua agonia de dar à luz” Apocalipse 12

Todos os mistérios contidos na Palavra de Deus chegam um tempo em que é desvendado e se tornam conhecido de todos. Há um grande mistério por trás da padroeira da cidade de Bom Despacho, e que agora tem chegado o tempo do mesmo ser revelado.

Sabemos que há vaticínio antigo que aponta que o reinado de Jesus Cristo iria se manifestar para o mundo a partir de Portugal. Encontramos tal nas cartas de frade franciscano Francisco de Paula, nas trovas do poeta judeu cristianizado Bandarra, e com mais clareza no mito messiânico do sebastianismo.

Porque o poeta judeu Bandarra fez constar em suas trovas que o Quinto Império (*) viria das entranhas de Portugal, segundo ele confiado pelo Calvário à nação lusitana? Quem seria a Ilha do Encoberto de que falou Bandarra? Quem seriam as Ilhas Afortunadas, que segundo Fernando Pessoa o rei morava esperando a sua volta? Teria sido o Brasil, como muitos chegaram a afirmar? E quem seria o Encoberto? Ora, uma vez que a cultura popular de Portugal tomou a profecia de Bandarra sobre o Encoberto e dela criou o mito de Dom Sebastião, o jovem rei português morto em batalha no Marrocos com então vinte e cinco anos, no ano de 1578 – e que segundo o mito não teria morrido, mas partido para a Ilha distante do Encoberto para um dia voltar e restabelecer as glórias de Portugal – ora, no mito do sebastianismo estaria a prefiguração do Messias, que iria nascer da raiz de Portugal e restabelecer as glórias de Deus, usurpadas pelos homens? Nas palavras de Jesus, iria restabelecer o Paraíso de Deus? O jovem rei de Portugal teria se tornado arquétipo dos príncipes que segundo o profeta Isaías iria reinar para a própria justiça (**)?

Bandarra. Dom Sebastião. Vejamos agora o que frade franciscano Francisco de Paula vaticinou sobre tão grande acontecimento, que todas as indicações é que chegou o tempo de ser removido o véu que impede a compreensão dos seus muitos mistérios. Carta que frade franciscano Francisco de Paula, nascido em Paola, em 1416, e falecido na França, em 1507, escreveu ao seu amigo português e filósofo Simão Ximenes, entre 1445 e 1462: "Vossa santa geração será maravilhosa sobre a Terra, entre a qual haverá um de vossos descendentes que será como o Sol entre as estrelas... Reformará a Igreja de Deus. Fará o domínio do mundo temporal e espiritual e regerá a igreja de Deus... Purificará a humanidade, convertendo todos à lei de Deus; será fundador do Reino Universal de Deus na Terra ou da Nova Religião, em que todos adorarão o verdadeiro Deus... Será fundador de uma religião como nunca houve"

Podemos detectar uma dialeticidade que faz com que o reino universal de Deus venha se gestando profeticamente para nascer a partir das entranhas de Portugal? Nascido na sua gênese primeira, a Lenda de Ourique, que se originou na batalha de 1139 – segundo a qual Portugal iria ser cabeça do reino universal de Cristo –, adquirindo status de profecia em Francisco de Paula e no Bandarra, passado pela construção do mito de Dom Sebastião, eis que, por último, na glorificação da profecia, a sua consumação sublime teria se dado em Padre Viera (embora o assunto não possa de maneira nenhuma, prescindir de Fernando Pessoa). Ora, Padre Vieira, nascido em Portugal e que muito cedo veio para o Brasil, se tornou no homem que revitalizou e mais difundiu o mito do Rei Encoberto, crendo piamente que o Quinto Império Judaico-Cristão iria se estabelecer para o mundo em terras de Portugal; que a unção do novo Davi iria recair sobre um governante português, a quem procurou ansiosamente para ungi-lo, como Samuel procurou ansiosamente a quem ungir para ocupar o trono de Israel no lugar de Saul (***).

O que tanto inspirava Padre Vieira na sua convicção de que o Quinto Império Judaico-Cristão iria se estabelecer em terras portuguesas? Quem lhe deu a convicção que o rei messiânico, Novo Davi, que instaura na terra o reinado de Deus, estava se gestando nas entranhas de Portugal, a tal ponto que julgou tê-lo encontrado em D. João IV, depois em Dom Afonso ou quem quer que fosse de sua dinastia?

E a verdade é que agora chegou o momento do segundo capítulo de toda nossa odisséia, na busca do Encoberto.

Façamos a pergunta: haveria alguma ligação da narração destes fatos acerca do Messias que nasceria do ventre de Portugal com o fato da Padroeira de Bom Despacho ser oriunda de Portugal? Mais ainda, dela ter sido conhecida em Portugal como a Senhora do Sol e Bom Despacho ser conhecido hoje como a Cidade da Senhora do Sol? Porque seria aqui que a mulher vestida do sol do livro do Apocalipse, que é esta Senhora do Sol, daria à luz ao seu filho varão?

Porque Senhora do Sol? E porque ela imigrou de Portugal para o Brasil? Seria porque muitos místicos têm defendido que todas as profecias referentes ao Quinto Império Judaico-Cristão, embora tenha sido nomeado explicitamente Portugal como seu destinatário, o seu lugar de nascimento na verdade está reservado ao Brasil; daí a presciência de Deus ter feito que ela imigrasse para o Brasil e aqui pudesse dar à luz ao seu filho, àquele que muitos dirão foi o aparecimento, enfim, do Encoberto?

Desde frade Francisco de Paula, foram verdadeiras as profecias que passaram a direcionar o nascimento do reinado messiânico de Jesus Cristo para o caldo cultural de Portugal, uma miscigenação de cultura e de raça cujo escopo seria o aparecimento de um reino por excelência sintético, com portas e janelas abertas para o diálogo construtivo com todos os povos debaixo da terra (Isaías 2.1-4) e com todas as suas culturas e religiões? Haveria um plano divino por detrás de tudo isto, inclusive na vinda da Padroeira de Bom Despacho, e que agora teria chegado o tempo do seu desfecho?

A verdade é que nos últimos dias o Espírito Santo começou a direcionar um dos filhos de Bom Despacho para contato com Adamir Gerson, que teve encontro teofânico no ano de 1978, então um jovem com vinte e cinco anos, quatrocentos anos depois da morte do jovem rei Dom Sebastião; e, a partir de então, a Divindade passou a construir nele o Quinto Império, realmente Judaico-Cristão. Tem sido muito profícuo a troca de informações e de idéias entre os dois acerca do nascimento do reinado de Jesus Cristo, que vai pôr um fim ao reinado humano, de inteira opressão sobre os mais fracos. Lúcio Espírito Santo Junior seria, então, o momento em que a Divindade vem cumprir todas as profecias concernentes, de modo tudo estar preparado para acontecer para o mundo a partir de Bom Despacho? Lúcio Espírito Santo Junior, com a unção de profeta de Deus, então passaria a acordar todo o povo de Bom Despacho, dessa forma o reinado do Quinto Império Judaico-Cristão começando a nascer para o mundo? Lembrando que o nome daquele que teve o seu encontro teofânico em 1978, em um período que se estendeu por nove meses até o último dia do ano, Gerson, é um nome judeu carregado de forte significado profético, ao passo que o seu sobrenome, Soares de Melo, tipicamente português...

A esperança messiânica de Padre Vieira não foi em vão. Tudo começa a se concretizar agora. E quem impedirá a mulher gloriosa de Apocalipse 12, que sabemos é Maria, mãe de Jesus, de dar à luz ao seu filho espiritual, que há de governar as nações com a vara da sabedoria de Deus? Quem impedirá o parto da Mulher Vestida do Sol? Ela está grávida, clamando nas suas dores e na sua agonia de dar à luz: quem a impedirá de dar à luz a quem há de governar a terra com justiça e equidade?

Estamos nos reunindo na rua.... número... todos os sábados e domingos, no horário das...

Que os filhos de Deus presentes em Bom Despacho que se levantem, porque os filhos do dragão irão se levantar (Apocalipse 12.7). Certamente que os olhares do Brasil e de Portugal, e os olhares da terra inteira, impressionados com as expectativas em torno do ano de 2012, vão estar voltados para Bom Despacho. Porque de Bom Despacho está saindo para o Brasil e o mundo um novo caminho, que há de guiar todos para a verdadeira paz e a verdadeira justiça. Ora vem Senhor Jesus.

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* O Quinto Império Judaico-Cristão é o vaticinado pelo profeta Daniel, como aparece em Daniel 2.44: E nos dias daqueles reis o Deus do céu estabelecerá um reino que jamais será arruinado. E o próprio reino não passará a qualquer outro povo. Esmiuçará e porá termo a todos estes reinos, e ele mesmo ficará estabelecido por tempos indefinidos (...).

** Eis que um rei reinará para a própria justiça; e quanto à príncipes para o próprio juízo. E cada um deles terá de mostrar ser como abrigo contra o vento e como esconderijo contra o temporal, como correntes de água numa terra árida, como a sombra de um pesado rochedo numa terra esgotada.

*** Existe uma proximidade muito forte entre Padre Vieira e Samuel. Samuel, no alto do seu orgulho humano, foi surpreendido pela simplicidade de Deus. Ele sentiu o chamado de Deus para que fosse a Belém e ungisse um dos filhos de Jessé como governante de Israel. E escolheu para ungir, os filhos de Jessé mais bem aparentados. No entanto Deus não escolheu nenhum deles, mas fez sua unção cair sobre o mais novo, que estava no campo cuidando das ovelhas. Padre Vieira, sentindo o chamado de Deus para a importância de Portugal nos mistérios proféticos, de como de sua entranha iria nascer um rei diferente de todos os reis, que governaria unicamente para o juízo e para a felicidade de seus súditos, então viu em D. João VI o monarca em quem cairia a unção de Deus. Mas vendo que Deus não tinha aprovado a sua escolha, fez passar diante de si um segundo monarca, Dom Afonso, no seu orgulho humano acreditando que se não fosse também Dom Afonso haveria de ser alguém que descenderia dos reis de Portugal. A verdade é que Deus não escolheu a nenhum deles, porque o escolhido de Deus iria ser alguém completamente diferente, alguém cujos pais vieram do estado de Alagoas em caminhões paus-de-arara para trabalharem como se fossem escravos no estado de São Paulo. Alguém dos filhos do povo sem ostentar título nenhum, nem mesmo os mais comuns oferecidos pelas Universidades.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

O Povo Mais Glorioso da Terra Nascendo

O povo de Apocalipse 14, por ser o povo mais sublime em toda a terra – é ele quem está seguindo o Cordeiro para onde quer que vá, é ele que não tem mácula, um povo em que não se achou falsidade em sua boca – tem levantado perguntas as mais acaloradas sobre quem seria esse povo.

Os adventistas se adiantaram dizendo que este povo de Apocalipse 14 é todo o povo religioso que nasceu a partir dos acontecimentos do ano judaico de 1843 quando multidões foram para os montes se encontrar com Jesus em sua volta gloriosa para restaurar a Terra. Depois dos adventistas foi vez das Testemunhas de Jeová afirmar que este povo de Apocalipse 14 nasceu por volta do ano de 1914 quando Deus começou a governar novamente a terra de forma invisível. Neste ano de 1914 foi estabelecido o reinado de Cristo, e todo o povo que crê nesta mensagem é ele o povo de Apocalipse 14.

Mas Adamir Gerson está a afirmar que este povo de Apocalipse 14 a bem dizer ele está começando a nascer neste preciso tempo de 2012. Observa-se nos galhos da arvore do Reino o aparecimento de seus primeiros frutos.

De fato, o povo de Apocalipse 14 trata-se de marxistas que estão se acordando para a Palavra de Deus SEM A MEDIAÇÃO das religiões, sem a mediação da teologia usual. As religiões organizadas, e aí se inclui também tanto os adventistas como as Testemunhas de Jeová, não podem produzir o povo de Apocalipse 14. Pelo contrário, uma vez que é dito que este povo sublime não se poluiu com mulheres, são virgens, só podemos dizer que as religiões organizadas são a sua própria negação.

Marxista como Camarada Pedro, Lúcio Espírito Santo Junior, Edson Maciel, são das suas primícias. São os primeiros frutos que se vê manifestando nos extensos galhos da árvore do Reino. Por certo que logo os seus frutos estarão cobrindo todos os galhos da Arvore. Serão milhares, serão milhões, bilhões, a cantarem o novo cântico, e a dizer: Louvemos a Jah! Porque Jah tem começado a reinar... E a concluir o seu dito: porque o mar já não mais é (Apocalipse 21.1) (O mar já não mais é = fim do capitalismo e de toda forma de exploração).

Mas este povo nasce com o espírito anti-religioso? Que isto nunca aconteça! Uma vez em que foram despertados pela Palavra de Deus e para a Palavra de Deus o que vai acontecer é que eles olharão para as religiões organizadas e perceberão o grande abismo que as separa da Palavra de Deus. Por certo que sentirão impelidos á sua evangelização.

E na evangelização do povo sublime de Apocalipse 14 muitas coisas irão mudar nas religiões organizadas. Sua teologia passará por profundas mudanças, em especial a sua teologia escatológica. Alcançadas pela nova evangelização, a evangelização do Reino (Apocalipse 14.6), então as pessoas religiosas irão adquirir consciência de que a espera do arrebatamento, a espera do Anticristo, eram apenas coisas de meninos em sua vida, que, se maduro fossem, teriam esperados pelo Cristo de Jesus a iluminar as suas vidas e a ajudá-los a sair da caverna escura para o mundo da maravilhosa luz de Jesus.

Destarte, a escatologia que aflora agora em suas vidas é outra. A sua base está em Mateus 25.31-46 e nos profetas de Israel (Apocalipse 10.7). Compreendem claro como o dia que estar ao lado do Cordeiro o seguindo para onde quer que vá é estar se dedicando à luta para a superação da pobreza, é estar reconhecendo que o capitalismo é um mal a ser superado. É dizer para o opressor, na força dos profetas: Devolve! Ela é minha!

Sobre os dois povos religiosos que tomaram a dianteira por afirmar tratar-se do povo de Apocalipse 14, os adventistas e as Testemunhas de Jeová por certo que estes frutos novos que estão aparecendo nos galhos da arvore do Reino irão se dirigir a eles, com amor cristão.

Primeiramente hão de dizer para os adventistas: sabemos que naquele ano judaico de 1843 vós fostes para os montes se encontrar com Jesus em sua volta gloriosa para restaurar a terra. Pois hoje vos dizemos que sua espera não foi em vão, porque naquele exato momento Deus estava mesmo cumprindo as palavras que pôs na boca de Guilherme Miller, pois, deveras, Jesus voltava mesmo para restaurar a terra através do jovem Marx, que nasceu naquele ano de 1918, quando Miller teve a sua revelação, e nos anos de 1843 e 1844 produziu os Manuscritos Econômicos Filosóficos, os de 1843 e os de 1844.

Procurem o fundamento daquela espera messiânica em Karl Marx e vós certamente que o encontrareis, pois uma terra sem desigualdades sociais, uma terra sem explorados e exploradores, sim, uma terra em que aqueles que plantam são eles mesmos que comem, que constroem são eles mesmos que moram, começou mesmo a ser construída naquele ano judaico de 1843, através do jovem de então 25 anos Karl Marx.

Depois que as primícias do povo de Apocalipse 14 evangelizar os adventistas, e os destinados á vida eterna realmente reconhecerem que o conteúdo messiânico de Guilherme Miller foi mesmo Karl Marx, então chegará a vez deles se dirigirem à irmandade das Testemunhas de Jeová com as mesmas palavras.

E irão dizer que eles estão com a verdade quando naquele ano de 1818 saíram pelas cidades dos Estados Unidos anunciando que Deus finalmente tinha começado a reinar. E as primícias do Reino irão, com amor cristão, esclarecê-los que Deus realmente começou a reinar na revolução bolchevique. Através do socialismo.

E quando eles indagarem: mas, está escrito no profeta Daniel que o reino que Deus estabeleceria seria eterno, que não passaria jamais a outro domínio (Daniel 2.44), e o comunismo caiu, estando agora dominados por capitalistas. Então as primícias do Reino terão de responder. Não houve queda do socialismo; é que naqueles anos de 17, 18, 19, o reinado de Deus se estabeleceu PELO LADO DA LEI. Estabeleceu-se REVIVENDO MOISÉS! De modo que toda a sua crise porque passou após setenta anos é na verdade as suas dores de parto, para que ele se levante em novo patamar de existência, e agora PELO LADO DA GRAÇA! No lugar do socialismo de Moisés, que tirou um povo escravizado pelo capitalismo e o conduziu para a liberdade do socialismo, agora O SOCIALISMO DE JESUS, universalizando a salvação do socialismo para os demais estratos sociais, para além do trabalhador feito escravo. E vós haveis de se tornar no fundamento do novo socialismo, junto com todos os grupos cristãos.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Paulo de Tarso e os Revolucionários Modernos

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Camarada Pedro - 17:54 - Amigos

Para:

P. Celestial

Companheiro, foi lançado recentemente pela Boitempo Editora, se não me engano, o livro "São Paulo", de Alain Badiou, um filósofo contemporâneo de filiação maoísta. O livro faz um resgate de Paulo de Tarso como um militante revolucionário, e vai ao encontro de muitas de suas formulações. Ele enfatiza a mudança em direção a transformação do cristianismo em uma mensagem universal. Não sei se conhece, mas recomendo.

Paulo de Tarso foi um militante revolucionário?Mais ainda, um militante revolucionário como os militantes revolucionários do século XX?

Sim, Paulo de Tarso foi um militante revolucionário do mesmo quilate dos militantes revolucionários do século XX. A diferença, e é preciso ser dito, porque estamos na iminência do nascimento da ciência, é que a militância de Paulo de Tarso não foi em prol do socialismo material, mas, sim, em prol do socialismo espiritual. Ele brandia a sua espada não contra o coração político do império, mas contra o coração religioso do império.

Matematicamente a militância foi a mesma, com a diferença de que Paulo de Tarso era portador e conduzia a libertação espiritual, contra o domínio do paganismo, ao passo que a militância revolucionária do século XX era portadora da libertação material. A sua luta era contra o capitalismo.

Conhecemos o que seja o socialismo material, mas, o que seria o socialismo espiritual?

Estamos a adentrar a alma de um grande marxista do século XX, Ernst Bloch, que se vivo fosse com toda a certeza iria aplaudir as correções que serão feitas. Quer dizer, dado o avanço do tempo, serão colocados sob seus verdadeiros fundamentos.

Ernst Bloch, o marxista que mais teve simpatia pelo cristianismo, assim definiu a religião que nasceu de Jesus: sonho de juventude do socialismo.

Para Ernst Bloch, o socialismo científico tenha começado a sua gestação no cristianismo. No cristianismo ele se achou em potência, em forma essencialmente utópica. Mas, no momento em que foi fecundado de ciência, com e a partir do judeu protestante Karl Marx, ganhou a nova forma de socialismo.

Essa visão de Ernst Bloch corresponde aos fatos? Os cristãos, que em análise brilhante de Engels teriam se perdido, passado a buscar a consumação de sua redenção no além, no após-morte, com o socialismo científico foi o momento em que novamente se encontrou?

É preciso dizer que esta colocação de Ernst Bloch ao tempo em que foi concebida, e ao contexto em que foi direcionada, representou um grandíssimo avanço no conhecimento, pois abriu as portas para um diálogo entre marxistas e cristãos em um futuro próximo.

Mas o Cristianismo não deve ser visto como sonho de juventude do socialismo, o seu esqueleto sem alma. O Cristianismo deve ser entendido como uma construção histórica à parte e tendo existência em si mesmo. Para facilitar o entendimento, a relação do cristianismo com o socialismo deva ser buscada na relação do óvulo com o espermatozóide.

Mas, no exemplo e na analogia acima, assim como o óvulo foi concebido para se unir ao espermatozóide e vice-versa, de igual modo o cristianismo foi concebido para um dia se unir ao socialismo e desta união nascer a vida. A vida chama-se, do referencial cristão, Reino de Deus, do referencial marxista, Comunismo.

O que se pode dizer, acertadamente, é que o socialismo é sonho de juventude do Comunismo e o cristianismo, sonho de juventude do Reino de Deus.

O reino da perfeição, em que cada um tem segundo as suas necessidades, só pode nascer da junção do cristianismo com o socialismo. O cristianismo fornece a santidade, sem a qual não pode haver Comunismo, pois é a santidade que faz com que cada um só queira para si o necessário; que faz com que ninguém queira ser mais que outrem, ter mais que outrem, mas a sua satisfação está em viver na igualdade. Ao passo que ao socialismo cabe a missão de planificar a economia, para que seja produzido segundo as necessidades.

O que foi dito é indicativo de que todo marxista é portador da essência cristã sem a qual ninguém é socialista? Todo marxista sem que o saiba é portador desta essência cristã.

Vejamos. Sabemos que a Terra no seu giro ao redor do sol produz as estações do inverno, da primavera, do verão e do outono. E sabemos que as estações do inverno e da primavera são produtoras de flores. Mas, chega um momento em que as flores começam a murchar, a fenecer, até que caem, no lugar começando a nascer o fruto.

Mas, o que murchou, o que caiu, foram as pétalas. A sua essência, o seu néctar, se passou para o fruto em nascimento. E vai se ocultar nos seus recônditos. Mas, quando chega a estação do outono então o néctar das flores começam a se movimentar no interior do fruto. Começa a amolecer a carne dura dos frutos e a lhe dar sabor e a adocicá-lo. Muda de coloração do verde para o amarelo.

Pois é, a verdade é que as flores do Reino começaram a surgir naquele ano de 1517 com Lutero e a reforma protestante. E o momento em que as flores do Reino começaram a se converter em fruto foi justamente quando aquele jovem de vinte e cinco anos, judeu de família convertida ao protestantismo, chamado Karl Marx, começou a teorizar o socialismo. Era a Divindade construindo nele a idéia de socialimso.

Isto explica porque Marx, na medida em que ia se despertando para o socialismo, inversamente e proporcionalmente ia se livrando de religião e de tudo que lhe diz respeito. Eram as pétalas da religião que estavam morrendo nele, as suas fantasticidades, mas o néctar da religião, o amor ao próximo, era o alicerce sobre o qual Marx erigia o socialismo.

De modo que iria chegar um tempo em que este amor ao próximo que era o combustível que fazia Marx teorizar o socialismo iria se desenvolver em todo o marxista. De modo que iria amolecer a sua carne dura, DITADURA DO PROLETARIADO, e iria tornar o socialismo saboroso e adocicado, pronto para o consumo de todos.

E seria neste momento que o trabalho feito por Paulo de Tarso, que universalizou a redenção, a libertando das amarras e dos dogmas do Judaísmo, sim, seria neste momento que o socialismo iria universalizar-se, se tornando um bem para todos, pobres, médios e ricos. Todos iriam provar do seu sabor e da sua doçura e não mais iria trocá-lo por nada.

Em tempo, Ernst Bloch disse que o Cristianismo foi sonho de juventude do Socialismo, mas podemos dizer que foi a sua outra face. Quanto ao socialismo é verdade que ele teve um sonho de juventude, todavia representado no socialismo utópico; ao passo que a sua infância se achou representada no materialismo inglês.

Seria este o esquema verdadeiro: infância do socialismo (Materialismo Inglês, Adam Smith & Ricardo) –adolescência do socialismo (Materialismo Francês, Proudhon & Saint Simon) – Socialismo Científico, Adulto (Karl Marx & Engels).

Quanto ao Cristianismo ele teve também este devir histórico, qual seja: infância do cristianismo (Hebraismo, Abraão e Ló) – adolescência do cristianismo (Judaísmo, Moisés e Arão) – Cristianismo Científico, Adulto (Paulo de Tarso e Pedro).

Quando unidos e levados à sintetização, é então que temos Jesus. De modo que o esquema final seria este: infância de Jesus (Paulo de Tarso), adolescência de Jesus (Karl Marx) Continuo, caso haja necessidade, certamente que há.

MR e AG 3º Parte

Terceira Parte

Boa tarde Gerson. também agradeço a sua presteza em responder-me.

por hora não vou poder me alongar tanto na questão, porquanto estou a resolver um problema de trabalho, que poderá fazer que venha passar a semana em outra cidade, além de estar providenciando alguns documentos para aassumir uma função em outro concurso público que passei. nesse momento, em que pese a minha falta de tempo, não posso deixar de lembrar de dois persoangens importantes na escatologia de apocalipse, as duas testemunhas. a cerca delas, já se especulou que talvez fossem Elias e Enoque, e que experimentariam a morte física, o que não ocorreu quando de suas estadias na terra. eu não tenho postura definida sobre quem sejam tais homens, mas visto suas colocações levarem o raciocínio para um climáx escatológico, me veio a mente se tens algo a dizer sobre estas duas testemunhas, pois imagino eu, em sendo real toda sua explanação, presumo que seria também o tempo do aparecimento destes personagens. digne-se a falar-me deste assunto e imagino que por estes dias será o último questionamento que lhe envio, sem prejuízo de continuar realizando a exegese das escrituras como fizeram os de Bereia, a ver se tudo o que foi dito confere categoricamente com a palavra.

grato desde já.

Mais uma vez sou grato em o Missionário Rodolfo ter dado atenção a tudo que lhe enviei.

Realmente o livro do Apocalipse fala sobre as duas Testemunhas e é certo que se tornou crença comum serem identificadas com Moisés e Elias, segundo uns, e com Enoque e Elias, segundo outros. Desconheço se tem havido uma terceira ou mais interpretações. É possível que sim, pois os assuntos escatológicos fascinam as pessoas e delas saem interpretações próprias não raro fugindo do usual.

Adamir Gerson nos seus escritos também tem abordado a questão das duas Testemunhas de Jesus. Mas devo dizer que a sua visão é totalmente em contramão do que usualmente se pensa.

Vou novamente expor a questão, sabendo de antemão que muitos se sentirão chocados. Mas tenho de fazê-lo

Para uma compreensão do que sejam as duas Testemunhas de Jesus é preciso antes um trabalho hermenêutico e exegético sobre o que sejam os co-escravos e co-irmãos daqueles cristãos que foram martirizados nos Coliseus de Roma e que João os viu pedindo vingança pelo seu sangue contra todos os que moram na terra. Porque todos os que moram na terra eram responsáveis, direta ou indiretamente, pelo seu sangue derramado que encharcavam os circos de Roma e satisfaziam os desejos de toda populacho.

Aqueles que João viu por debaixo do altar clamando vingança pelos seus sangues, e que foi dado a eles uma comprida veste branca e dito que descansassem mais um pouco até que se completasse o número dos seus co-escravos e dos seus irmãos que também estavam para ser mortos como eles tinham sido seriam realmente os cristãos que foram martirizados por Roma? Indiscutivelmente que sim. E quem seriam os seus co-escravos e irmãos que estavam para ser mortos assim como eles também tinham sido?

Não resta a menor dúvida que foram os marxistas martirizados nos porões das ditaduras e que suportaram na mão de homens pecadores o mesmo sofrimento que os cristãos sofreram à mão de carrascos romanos. Paulo disse em uma de suas cartas sobre o martírio cristão: “(...) Pois, parece-me que Deus tem posto a nós, os apóstolos, por último em exibição, como homens designados à morte, porque nos temos tornado um espetáculo teatral para o mundo, e para anjos e para homens. Nós somos tolos por causa de Cristo, mas vós sois discretos em Cristo; nós somos fracos, mas vós sois fortes; vós sois bem conceituados, mas nós estamos em desonra. Até a hora atual, continuamos a ter fome e também sede, e a estar precariamente vestidos, e a ser surrados, e a estar no desabrigo, e a labutar, trabalhando com as nossas próprias mãos. Quando injuriados, abençoamos; quando perseguidos, suportamos isso; quando difamados, suplicamos; temo-nos tornado como o refugo do mundo, a escória de todas as coisas, até agora” (I Coríntios 4.9-13).

Os marxistas são co-escravos e irmãos dos cristãos não apenas porque padeceram o mesmo sofrimento, mas porque o cerne de sua ideologia político-econômica é literalmente a outra face do cerne da ideologia religioso-espiritual dos cristãos. Tomando-se as duas faces e as unindo surge uma unidade de opostos indissociáveis e inseparáveis.

Façamos mais uma análise, agora com Apocalipse 12.10-12. “E ouvi uma voz alta no céu dizer: ‘Agora se realizou a salvação, e o poder, e o reino de nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo, porque foi lançado para baixo o acusador dos nossos irmãos, o qual os acusa dia e noite perante o nosso Deus! E eles o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do seu testemunho, e não amaram as suas almas, nem mesmo ao encararem a morte. Por esta razão, regozijai-vos, ó céus, e vós os que neles residis! Ai da terra e do mar, porque desceu a vós o Diabo, tendo grande ira, sabendo que ele tem um curto período de tempo’”

O texto para análise versa sobre dois povos apresentados como tendo origem comum. São irmãos. Ora, quando João diz... O acusador dos nossos irmãos... Está se referindo a quem seja irmãos dos cristãos. E quem são estes irmãos dos cristãos que eram acusados dia e noite perante o nosso Deus? Não resta a menor dúvida que são os marxistas que realmente são acusados dia e noite perante o nosso Deus. Acusados de tudo, não só de beber sangue de criancinhas, como na Indonésia as suas autoridades governamentais, aproveitando a ignorância da populacho, tiveram a capacidade de atribuir aos comunistas um tremor de terra que então aconteceu no país e causou grandes desgraças. (Lembrando que na Indonésia se registra o maior massacre cometido contra os comunistas, trezentos mil deles foram mortos à mão das forças governamentais em apenas seis meses, no ano de 65. Com muitos dizendo que o seu número passou dos quinhentos mil, pois não somente era mortos os comunistas como suspeitos de serem simpatizantes ou de defenderem pontos defendidos pelos comunistas).

Os marxistas, que não amaram as suas almas, nem mesmo ao encararem a morte, são estes irmãos dos cristãos? O texto sagrado diz, e podemos dizer que realmente os marxistas venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do seu testemunho? Indiscutivelmente que sim. Quando lemos em Mateus 25.40: “E o rei lhes dirá, em resposta: ‘Deveras, eu vos digo: Ao ponto que os fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes’” Ora, aqui está uma íntima ligação espiritual entre Jesus e os marxistas, pois o fazer a um destes irmãos pequeninos de Jesus foi a causa ÚNICA de todo o seu martírio.

Missionário Rodolfo: creio que agora, a partir deste preâmbulo, posso dizer ao Ministro da Palavra de Deus quem são as duas Testemunhas: Cristãos e Marxistas!

Vejamos, pois. E foi me dada uma cana igual a uma vara, ao dizer-me ele: “Levanta-te e mede o santuário do templo de Deus e o altar, e os que nele adoram. Mas, quanto ao pátio que está de fora do santuário do templo, lança-o completamente fora e não o meças, porque foi dado às nações, e elas pisarão a cidade santa por quarenta e dois meses. E farei as minhas duas testemunhas profetizar por mil duzentos e sessenta dias, trajadas de saco. Estas são simbolizadas pelas duas oliveiras e pelos dois candelabros, e estão em pé diante do Senhor da terra.

Profetizar trajadas de saco é o que realmente aconteceu tanto com cristãos como com marxistas. Tanto um como outro realizaram o seu profetizar na ilegalidade, sendo proscritos pelos poderes dominantes, quer o político quer o religioso.

E, se alguém quer causar-lhes dano, sai fogo das suas bocas e devora os seus inimigos; e se alguém quiser-lhes causar dano, terá de ser morto desta maneira. Estas têm autoridade para fechar o céu, para que não caia chuva durante os dias do seu profetizar, e tem autoridade sobre as águas, para transformá-las em sangue, e para golpear a terra com toda sorte de praga, quantas vezes quiserem. E quando tiverem terminado seu testemunho, a besta que ascende do abismo far-lhe-ás guerra, e as vencerá, e as matará. E os seus cadáveres jazerão na rua larga da grande cidade que em sentido espiritual se chama Sodoma e Egito, onde também o seu Senhor foi crucificado.

Realmente quando os cristãos começaram a pregação das boas novas espirituais, uma flecha no coração de Sodoma, e os marxistas começaram a pregação das boas novas, materiais, uma flecha no coração do Egito, atraiu sobre si toda ira da reação. A besta que ascende do abismo fez-lhes guerra, e os venceu, e os matou.

Qual o profundo significado de seus corpos ter jazidos na rua larga da grande cidade que em sentido espiritual se chama Sodoma e Egito? Ora, é as duas faces desta cidade espiritual, o paganismo, Sodoma, e o capitalismo, Egito. Foi esta cidade a besta que ascendeu do abismo e fez guerra aos cristãos e aos marxistas. O seu testemunho e a sua luta foram contra o paganismo e as suas concupiscências espirituais e contra o capitalismo e as suas concupiscências materiais.

E os que moram na terra alegram-se por causa deles e regalam-se, e enviarão dádivas uns aos outros, porque estes dois profetas atormentavam os que moram na terra.

É sem conta o número de presentes que os assassinos dos cristãos e dos marxistas trocaram entre si. Os presentes que a burguesia enviou para militares que matavam comunistas, bem como enviados por clérigos religiosos, e os presentes que líderes pagãos enviavam à governantes romanos que matavam cristãos por certo que é sem conta.

E depois dos três dias e meio entrou neles espírito de vida da parte de Deus, e puseram-se de pé, e caiu grande temor sobre os que os observavam. E ouviram uma voz alta dizer-lhes desde o céu: “Subi para cá!” E subiram para o céu, numa nuvem, e seus inimigos os observavam.

Depois dos três dias e meio quer dizer um período. Depois de certo período. É verdade, vem chegando o momento em que o espírito de vida da parte de Deus há de entrar em cristãos e marxistas, com eles reconhecendo osso do mesmo osso e carne da mesma carne. Um só espírito, o espírito do Cristo da cruz que os deu. Reconhecendo mesmo que são as duas testemunhas do livro do Apocalipse que haveria de profetizar vestidas de saco, na ilegalidade. Oxalá que seja a partir de Araçatuba, onde está o fogo de Deus, que tão grande verdade se propague para o mundo inteiro, em especial para a nação americana, a nação que mais odiou e mais perseguiu os comunistas em toda a sua existência. Apenas porque os comunistas, como os profetas de Israel, dizia para aquela nação do norte que não lhe era lícito surrupiar a riqueza das nações pobres, deixando seu povo mais pobre ainda, ao passo que seu povo em luxúria (Tiago 5). Deveras, vem chegando o tempo em que cristãos e marxistas, as duas testemunhas de Jesus, serão vistas de mãos dadas a subir ao altar, para participar do casamento dos casamentos, o mais belo casamento, o Casamento do Cordeiro. E os seus inimigos os observando em uma nuvem de glória, a recompensa de serem as testemunhas de Jesus aqui na terra.

“Felizes os convidados à refeição noturna do casamento do Cordeiro, Apocalipse 19.6-9

MR e AG 2º

2º Parte

Gerson, boa noite.

quando você confronta a versão de Almeida com a Novo mundo, me vem a questão se essa novo mundo não é a mesma tradução do grupo chamado “testemunhas de Jeová”? pergunto pois muito se questiona sobre a qualidade da tradução desse grupo pelo fato de disseminarem a eresia ariana, a qual afirma que Jesus não é Deus, mas sim um ser criado e menor que o próprio Deus. todavia nem sei se é dessa versão ou não que estamos tratando, fato é que pretendo avaliar os mesmos textos citados nos idiomas originais grego e hebraico. como faz tempo que não uso esses recursos é provavel que demorarei até porque agora de momento não disponho do material. mas de todo modo pareceu mais claro sua posição a cerca da própria natureza que possue. em situação análoga, vemos que mesmo João Batista sendo o Elias que havia de vir, não se tratava de uma identificação como sendo ambos a mesma pessoa, mas que o papel que o Batista desempenharia naquele momento levando o povo ao arrependimento, foi o mesmo do profeta Elias no AT. feita essa analogia, segundo o que compreendi, estaria Gerson agora comissi0onado para o papel de rei, simbolizado no Leão, o qual reinado na ocasião Jesus não exerceu por afirmar que seu reino não era desse mundo. os estudantes da escatologia afirmam que dessa vez não veremos a aparição do cordeiro (Messias sofredor) mas sim do Leão que regerá todos os povos. mas neste ponto a proximidade que existe com a figura de Jesus Cristo se torna mais evidente, embora o Sr tenha afirmado que não se trata da mesma pessoa. para que eu me depare com um posicionamento inequívoco, ainda insistirei neste ponto.

o pai, que se revelou aos homens tendo o nome representado no tetragrama hebraico que transliteramos como YHWH, e que com a técnica linguistica mais confiável pronunciamos Yavé, este é a primeira pessoa da trindade, chamado de Pai por Jesus Cristo.

Jesus, por sua vez, realizou uma tão grande obra que pode cumprir o previsto por Isaias, sendo ele o cordeiro sem mácula que ofereceu a si mesmo como sacrifício vivo, o qual pode anular a dívida que antes nos era contraria, pregando-a na cruz. em síntese, ele nos livrou do salário do pecado recebendo ele mesmo a nossa condenação. quanto a ele não parece haver dúvidas sobre sua natureza divina, tendo ele mesmo dito: eu e o pai somos um. e tendo também Paulo ensinado: sendo ele igual a Deus, não apegou-se a isso como algo a que devesse atentar, antes esvaziou-se a si mesmo até a morte, e morte de cruz.

a cerca do espírito Santo, embora tenha afirmado que não é ele mesmo o “outro consolador”, não há como dúvidar que foi ele mesmo derramado depois da ascenção no episódio de pentecostes. o próprio apóstolo Pedro, sendo cheio do espírito anunciou que aquele era o cumprimento do que disse o profeta Joel: e derramarei do meu espírito sobre toda a carne, e vossos filhos profetizarão, vossos velhos terão sonhos e os jovens visões.

toda essa exposição tem como intuito confirmar esta questão sobre a identidade de Gerson: o Pai é digno de ser chamado Deus, tanto o Filho bem como o espírito santo. mas Gerson que se apresenta como o Messias diz ter sido comissionado para concluir a obra de Jesus, que também é o Messias, mas Jesus, o Messias, era Deus e digno de ser tratado como tal, porém, e quanto ao Messias Gerson? nele residem exatamente quais atributos? o do maior profeta que já houve e que foi comissionado a tutelar o reino da terra, ou se apresenta Gerson como sendo também uma pessoa que compõe a divindade, quem sabe a terceira pessoa?

é certo que trocaremos mais mensagens sobre este tema, mas por hora fico satisfeito com que lhe pude escrever.

Adamir Gerson respondendo ao Missionário Rodolfo

Gerson, boa noite.

quando você confronta a versão de Almeida com a Novo mundo, me vem a questão se essa novo mundo não é a mesma tradução do grupo chamado “testemunhas de Jeová”? pergunto pois muito se questiona sobre a qualidade da tradução desse grupo pelo fato de disseminarem a eresia ariana, a qual afirma que Jesus não é Deus, mas sim um ser criado e menor que o próprio Deus. todavia nem sei se é dessa versão ou não que estamos tratando

Antes, os meus agradecimentos pelo fato de Missionário Rodolfo ter se dignado em dar respostas ao que respondi. Muitos, numa hora como essa, importante, se calam, esperando que outros se exponham.

De fato, a Tradução do Novo Mundo das Sagradas Escrituras é realmente a Bíblia usada pelas Testemunhas de Jeová. O fato de reduzirem a divindade de Jesus em relação ao Pai é um assunto que não compromete a qualidade da Tradução. Mesmo porque o próprio Jesus disse que no final dos tempos o joio e o trigo iriam estar juntos, misturados, mas o Filho do homem enviaria seus anjos a fim de fazer a colheita, separando o trigo do joio, ao joio queimando, mas o trigo recolhendo ao Celeiro do Reino. Sou como o Missionário Rodolfo no quesito Divindade de Jesus: Não é maior, mas também não é menor, mas idêntica a de Deus. Uma vez que Jesus foi o Novo Adão, o velho Adão que foi redimido de toda a sua culpa, por conseguinte Jesus é semelhante a Deus. Tem a semelhança de Deus. Podemos dizer que é uma cópia fiel de Deus, pois o Adão antes da queda era semelhante a Deus.

Quanto à Tradução do Novo Mundo das Sagradas Escrituras, sou informado que existem muitas críticas a ela, mas tenho percebido que partem muito mais de preconceito. Porque a meu ver ela é idêntica a outras Traduções divergindo muito pouco. E divergências que pude perceber tenho delas a mais pura convicção de que ela tem sido fiel ao texto original, mesma sabendo que foi compilada a partir de textos antigos, não, porém, dos textos originais, que creio nenhuma Bíblia atual o seja, quer a do Novo Mundo, quer a Almeida, quer a Ave-Maria, quer a Bíblia de Jerusalém.

Dei o exemplo claro do texto de João 14.26; 16.7; e posso afirmar que entre a Tradução do Novo Mundo das Sagradas Escrituras e a Tradução Almeida, e mesmo outras, como a Ave-Maria, existe mudança profunda. O conteúdo das palavras de Jesus foi completamente subvertido. E isto é grave. Era como se Jesus tivesse falado sobre um segundo Cristo que viria completar a obra da cruz e estas Traduções, por não compreender tal, tivesse apagado o que ele disse e colocado uma pessoa abstrata no lugar. Foi isto que fizeram. Não querendo, de modo algum, que ao agir assim eles conseguissem matar a profecia. Pois independentemente do que escreveu a Tradução Almeida, este segundo Cristo se manifesta, para completar a obra de Jesus.

E já no próprio texto de João percebemos que a Tradução Almeida pecou. Como assim? Vamos fazer uma análise superficial de João 16.12-14: Ainda tenho muitas coisas para vos dizer, mas não sois atualmente capazes de suportá-las. No entanto, quando esse chegar, o espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade, pois não falará de seu próprio impulso, mas falará as coisas que ouvir e vos declarará as coisas vindouras. Esse me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo declarará.

João esteve profetizando acerca do Espírito Santo ou acerca de um profeta com as qualidades de Messias? Não pode ter sido a respeito do Espírito Santo porque é dito que não falará de seu próprio impulso... Ora, o Espírito Santo tem as qualidades de Deus, porque é Deus, e se ele não fala de seu próprio impulso então está falando a partir de outra pessoa. Existiria outra pessoa maior que o Espírito Santo? A Tradução Almeida deixa isto nas entrelinhas. Certamente que não.

Então descobrimos claro que a Tradução do Novo Mundo das Sagradas Escrituras está com a verdade. Para ela o Espírito Consolador, chamado pela Tradução Almeida, e que ela chama simplesmente de ajudador, é apenas um profeta, um grandíssimo profeta, que não fala de seu próprio impulso, mas do impulso do Espírito Santo.

Ademais, o termo consolador por ela inserido é muito fora de propósito. Jesus ou o Espírito Santo não se trata de força consoladora, MAS DE FORÇA LIBERTADORA. Quem consola é menor do que quem liberta. O consolador não trás a cura, mas o libertador sim. Esse termo é indevido sobre todos os ângulos.

Também, que este personagem que João cita no seu evangelho é o mesmo que ele cita no livro do Apocalipse. E em nenhum momento João se refere a ele como sendo o Espírito Santo, mas claramente uma figura humana. Pois amiúde se refere a ele como UM SEMELHANTE A UM FILHO DE HOMEM. Embora a Tradução Almeida, algumas, usou um termo empregado ao Cristo conhecido: semelhante AO FILHO DO HOMEM. Mas outra tradução, da própria Almeida, ao ser corrigida, procurou ser fiel ao texto original: SEMELHANTE A FILHO DE HOMEM. Com certeza que ouviram críticas e se corrigiram. Semelhante a um filho de homem ou semelhante a filho de homem pressupõe uma pessoa que João não conhecia, não podia ser Jesus a quem conhecia, mas entendemos claro ser um profeta ungido de messianidade.

E seja isto mesmo, pois em Apocalipse 11.15 João fala sobre o “Cristo de nosso Senhor”. E tudo é coroado de êxito quando lemos Apocalipse 6.2: e eu vi quando o Cordeiro abriu um dos sete selos, e ouvi uma das quatro criaturas viventes dizer com voz como de trovão: “Vem!” E eu vi, e eis um cavalo branco; e o que estava sentado nele tinha um arco; e foi lhe dada uma coroa, e ele saiu vencendo e para completar a sua vitória. Ora, o Cordeiro que abre um dos sete selos não é este mesmo cavaleiro que tinha na mão um arco e foi lhe dado uma coroa. São pessoas distintas. Ora, se são pessoas distintas – posso, pois, afirmar que este cavaleiro de Apocalipse 6.2 seja o mesmo de João 14.26; 16-7-14. Ele é o servo de Jesus, assim como aparece em Isaías 53.11 e Isaías 42.

São pessoas distintas? Reconhecidos por muitos, como figuras distintas. Apenas que pessoas – baseadas não se sabendo no que – disseram que este cavaleiro de Apocalipse 6.2 seja o Anticristo. Baseadas não se sabendo no que, primeiro, todas as imagens de sua descrição – cavalo branco, arco na mão, recebendo coroa – são imagens crísticas, segundo, este cavaleiro de Apocalipse 6.2 é o mesmo de Salmo 45. Não tem nada de Anticristo, mas é o Cristo de Jesus que Traduções estão procurando esconder, preparando o povo, não para estar ao lado do Cristo de Jesus na batalha do Armagedom (Apocalipse 19.19), quando ele estiver lutando com a besta e os reis da terra para entronar Jesus (Apocalipse 5.12), mas preparando um povo para lutar contra ele achando que estão lutando contra o Anticristo

Voltando sobre a qualidade da Tradução do Novo Mundo das Sagradas Escrituras.

Tem um texto em Mateus que precisamos analisar e acarear uma Tradução frente a outra. Trata-se de Mateus 11.13-14, como segue na Tradução Almeida: Porque todos os profetas e a lei profetizaram até João. E, se quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

O que entendemos quando lemos isto na Tradução Almeida? Que havia no Velho Testamento profecias sobre a vinda do profeta Elias, uma vinda crística, e que tal profecia se cumpriu em João Batista. O Elias que havia de vir então veio na pessoa de João Batista. A profecia se cumpriu sendo página virada.

Mas, quando lemos na Tradução do Novo Mundo das Sagradas Escrituras formamos idéia bem diferente. Vejamos como diz a Tradução do Novo Mundo das Sagradas Escrituras: Pois todos, os Profetas e a Lei, profetizaram até João; e, se quereis aceitá-lo, ele mesmo é ‘Elias que está destinado a vir’ Escute quem tem ouvidos.

Qual a diferença que podemos constatar entre uma Tradução e outra? Que na Tradução Almeida o verbo vir aparece em dois tempos – passado e presente – ao passo que na Tradução do Novo Mundo das Sagradas Escrituras o verbo vir APARECE EM TRÊS TEMPOS, passado, presente E FUTURO!

Qual seja na Tradução do Novo Mundo das Sagradas Escrituras entendemos claro que Jesus disse que João Batista é Elias e que Elias virá uma terceira vez, agora – e só podemos entender – como o Elias Restaurador de Todas as Coisas.

Qual Tradução está com a verdade? Quando contextualizamos a contendo percebemos claro que a verdade pesa para o lado da Tradução do Novo Mundo das Sagradas Escrituras, porque se Jesus em Mateus 17.11 chegou ao ponto de afirmar que Elias viria primeiro com a missão de restaurar todas as coisas, ora, uma vez que João Batista não teve sobre si a missão de restaurador, e pior ainda de restaurador de todas as coisas, para que as palavras de Jesus se cumpram, Elias tem de vir uma terceira vez e desta feita restaurando todas as coisas, e, assim, mais uma vez, preparando o caminho para a completa cristificação do planeta Terra.

É certo que muitos têm dito que está escrito que os apóstolos entenderam que lhes falara de João Batista. Certo, isto está escrito. Mas em lugar nenhum está escrito que os apóstolos entenderam que Elias não viria primeiro para restaurar todas as coisas.

Ora, quem é o Elias que haveria de vir uma terceira vez para restaurar todas as coisas? É o mesmo personagem de João 14.26; 16.7-14. Simplesmente porque – e ele vos guiará a toda a verdade – é da mesma essência de restaurar todas as coisas. Não vamos ter dois personagens, um guiando a todos para toda a verdade e outro restaurando todas as coisas, mas ambas as coisas são atributos únicos do mesmo personagem. Ao estar guiando a toda a verdade ele está restaurando todas as coisas; e ao estar restaurando todas as coisas ele está guiando a toda a verdade. Porque restaurar todas as coisas é divinizar todas as coisas, e guiar a toda a verdade é conduzir todos ao Divino.

vemos que mesmo João Batista sendo o Elias que havia de vir, não se tratava de uma identificação como sendo ambos a mesma pessoa

Estas foram palavras do Missionário Rodolfo, e parece que está em potência que para o Missionário Rodolfo João Batista não esgotou o conceito de Elias.

feita essa analogia, segundo o que compreendi, estaria Gerson agora comissi0onado para o papel de rei, simbolizado no Leão, o qual reinado na ocasião Jesus não exerceu por afirmar que seu reino não era desse mundo. os estudantes da escatologia afirmam que dessa vez não veremos a aparição do cordeiro (Messias sofredor) mas sim do Leão que regerá todos os povos. mas neste ponto a proximidade que existe com a figura de Jesus Cristo se torna mais evidente, embora o Sr tenha afirmado que não se trata da mesma pessoa.

Essa colocação da questão do reinado de Jesus nos arremete a uma disputa filosófica: quem veio primeiro, a coisa ou a idéia da coisa? Sabemos que os idealistas afirmam que a idéia é anterior à coisa, e que os materialistas afirmam o contrário.

Vamos por parte. A questão de Jesus ter dito que o seu reino não era deste mundo tal deva ser entendido de forma literal: o reino de Jesus não era deste mundo. Mas o seu significado é que o reino de Jesus não nascia dos desejos humanos ou de nada que existisse na terra, mas nasceria da transcendência, do mundo espiritual, em uma palavra, nasceria do trono de Deus e não do trono de homens. Isto, porém, não impedia deste reino que nascia do trono de Deus vir para baixo e ser estabelecido na própria terra. Afinal, o próprio Jesus disse: Venha a nós o vosso reino... e seja feito a vossa vontade, como é no céu, também na terra. E vemos Apocalipse 21.3 expressar: (...) Com isso ouvi uma voz alta do trono dizer: Eis que a tenda de Deus está com a humanidade, e ele residirá com eles e eles serão os seus povos. E o próprio Deus estará com eles (...)

Segundo, a questão de Jesus não ter exercido o reinado tal se deu porque a ele Deus deu a idéia do reinado. A Idéia que antecede a coisa, negada pelos materialistas. O reinado estava em Jesus sim, MAS EM POTÊNCIA, como o fruto está em potência na semente. E este reinado que estava em Jesus em potência, como a boa semente, foi plantado no coração da História para que ao final então emergisse como seu fruto precioso.

O reinado de Jesus era futuro. Ele iria ter que preparar as suas moradas. Que podemos dizer se deu no devir histórico.

Podemos descobrir os passos de Jesus construindo o seu reinado? Sim, como tese do seu reinado – EIS LUTERO! Como antítese do seu reinado – EIS KARL MARX! Como síntese convergencional do seu reinado – eis de um lado O CONSELHO MUNDIAL DAS IGREJAS CRISTÃS! E de outro O CONCILIO VATICANO II! Conselho Mundial das Igrejas Cristãs e Concílio Vaticano II representam a maturidade do reinado de Jesus Cristo, com a mente e o coração abertos para dialogar com todas as manifestações não cristãs da terra, com todas as manifestações não cristãs da terra pela primeira vez vendo um sorriso no rosto do Cristo, que as contempla com terno e absoluto amor. Lançaram as escadarias por onde todos iriam chegar à divindade maior. Podemos dizer mesmo que no Concílio Vaticano II e no Conselho Mundial das Igrejas Cristãs ajuntaram-se os nobres dos próprios povos com o povo do Deus de Abraão, como está em Salmo 47.9.

Certamente que só isto não basta para tornar o reinado de Jesus completo e bonito. Há mais, certamente. E podemos dizer que Jesus depurou o Protestantismo, livrando-o dos aspectos materiais do capitalismo, com tal se dando no avivamento da Rua Azusa, naquele ano de 1906 em Los Angeles, naquele casarão metodista que tinha sido abandonado. Naquele momento, em que aos pés do negro filho de ex-escravos William Joseph Seymour brancos e negros se abraçavam, patroas brancas e empregadas negras se abraçavam, asiáticos e mexicanos se abraçavam, jovens brancos e jovens negros se abraçavam, reconhecendo todos como irmãos e filhos do mesmo Pai, ali fora que Deus tomara a água emlameada do protestantismo, como ela nasceu emlameada, tanto pelo fato de Lutero ter clamado aos príncipes alemães que exterminassem com os camponeses anabatistas liderados por Tomás Munzer que ousaram contestar a autoridade de príncipes e reis, como pelo fato de Calvino ter queimado em praça pública ao médico Miguel Servet, ora, ali na Rua Azusa, no nascimento do movimento pentecostal, era Deus fazendo surgir novamente a sua água límpida, assim com ele tinha dado antes de Lutero, para Paulo. Por certo que o Protestantismo em larga medida revive o Judaísmo, mas quem revive o Cristianismo Primitivo por certo que foi o movimento pentecostal.

Também que o mesmo depuramento que ele fez no Protestantismo, fazendo passar a sua água impura e no lugar fazendo brotar a água límpida do Pentecostalismo, por certo que será o mesmo depuramento que ele fará no Marxismo, fazendo passar a sua água impura e no lugar surgindo uma água límpida. Qual seja – que ele depurará o Marxismo do ateísmo e colocará no lugar uma ideologia que construirá a igualdade não por matar pessoas e não por removê-las do caminho, mas por transformar pessoas e as colocar na construção do reinado de Jesus Cristo, participando na sua construção com alegria, junto com todos os filhos do Reino.

Em uma palavra, se do ventre do protestantismo Deus fez brotar a água límpida do pentecostalismo, do ventre do Marxismo ele fará brotar a água límpida de um novo socialismo, que será evangelizador entre os pobres como foi o movimento pentecostal. Ao contrário do Protestantismo, acomodado aos preceitos da ortodoxia, surgiu o movimento pentecostal, se embrenhando na mata virgem das massas populares, de igual modo ao contrário da ortodoxia marxista, que apenas discute o passado e se lamenta de seu estado atual, o novo socialismo vai se embrenhar no meio das massas populares com a água límpida da igualdade. Mostrando para as imensas massas populares que é perfeitamente possível vivermos em um Brasil e em uma terra sem exploradores e sem exploração, com cada um tendo segundo as suas necessidades, as necessidades de um espírito sadio, e não as necessidades de um espírito enfermo adoecido pela propagando de consumo do capitalismo, que não se contenta com nada, querendo tudo ao mesmo tempo, destruindo tudo ao mesmo tempo.

No novo socialismo o fundamento da Revolução está em Deus e não no homem. O condutor absoluto da revolução é Javé e não esta ou aquela Internacional. Os acontecimentos da revolução, todos eles, já foram de antemão profetizados pelos profetas de Israel. Tudo que diz respeito à revolução está nas mãos e controlo de Deus.

E é muito importante afirmar que na passagem do Protestantismo para o Pentecostalismo Jesus na construção de seu reinado havia previamente construído o elo do metodismo. No metodismo de John Wesley já está em potência o futuro pentecostalismo, que vai desabrochar, com lindas pétalas saudando a chegada da vida, a chegada de um novo dia. De igual modo Jesus na construção do seu reinado construiu o elo avançado da Escola de Frankfurt. A Escola de Frankfurt de Horkheimer, com mais graciosidade em Ernst Bloch, Jesus construiu em potência o novo socialismo, que vai desabrochar, com lindas pétalas saudando a chegada da vida, a chegada de um novo dia.

mas neste ponto a proximidade que existe com a figura de Jesus Cristo se torna mais evidente, embora o Sr tenha afirmado que não se trata da mesma pessoa.

Já havia citado anteriormente Leonardo Boff que afirmou no livro O Cristo Libertador que o Filho do homem escatológico, o que vem com as nuvens do céu com poder e grande glória para dar a cada um segundo o seu merecimento, não é o mesmo Jesus. E Leonardo Boff diz que uma vez que Jesus se referiu a ele na terceira pessoa estava se referindo a uma pessoa que não ele.

O caminho é esse. Essa distinção deva ser a mesma que existe entre Adão e Davi. Há diferença de fundo entre Davi e Adão. Se Jesus foi o novo Adão, como de fato foi, ele não pode ser chamado de novo Davi, porque aí é dar um chute no balde de leite. Davi foi um homem terreno, e, embora tivesse o coração como o de Deus, todavia foi imperfeito. E não podemos transferir esta imperfeição de Davi para Jesus.

Tratam de pessoas diferentes? Sim, todavia a proximidade é evidente. Eu diria que seja este o personagem que melhor conhece Jesus. O que o apresenta de modo fiel, com certeza não fazendo parte daqueles que são conteúdos de Isaías 4.1. Não se pode dizer que ele e Jesus sejam um só, como Jesus disse tal referente a ele e Deus, mas se pode dizer que seja o humano que mais se aproxima de Jesus, como Davi foi humano que se aproximou de Adão, não, porém, sendo um só com Adão, que foi papel reservado unicamente a Jesus.

para que eu me depare com um posicionamento inequívoco, ainda insistirei neste ponto.

o pai, que se revelou aos homens tendo o nome representado no tetragrama hebraico que transliteramos como YHWH, e que com a técnica linguistica mais confiável pronunciamos Yavé, este é a primeira pessoa da trindade, chamado de Pai por Jesus Cristo.

Jesus, por sua vez, realizou uma tão grande obra que pode cumprir o previsto por Isaias, sendo ele o cordeiro sem mácula que ofereceu a si mesmo como sacrifício vivo, o qual pode anular a dívida que antes nos era contraria, pregando-a na cruz. em síntese, ele nos livrou do salário do pecado recebendo ele mesmo a nossa condenação. quanto a ele não parece haver dúvidas sobre sua natureza divina, tendo ele mesmo dito: eu e o pai somos um. e tendo também Paulo ensinado: sendo ele igual a Deus, não apegou-se a isso como algo a que devesse atentar, antes esvaziou-se a si mesmo até a morte, e morte de cruz.

a cerca do espírito Santo, embora tenha afirmado que não é ele mesmo o “outro consolador”, não há como dúvidar que foi ele mesmo derramado depois da ascenção no episódio de pentecostes. o próprio apóstolo Pedro, sendo cheio do espírito anunciou que aquele era o cumprimento do que disse o profeta Joel: e derramarei do meu espírito sobre toda a carne, e vossos filhos profetizarão, vossos velhos terão sonhos e os jovens visões.

Sobre a vossa afirmação, reproduzindo fielmente Pedro, com certeza naqueles dias foi derramado mesmo o profético espírito, segundo o vaticinado no profeta Joel.

Mas devemos ver e entender o derramamento do espírito nos dias apostólicos como tendo sido tipológico. Quer dizer, algo que cumpriu parcialmente a profecia e não a sua totalidade.

Senão vejamos. Os discípulos de Jesus estavam reunidos no mesmo lugar com judeus reverentes de muitas nacionalidades e de repente ocorreu do céu um ruído, bem semelhante ao duma forte brisa impetuosa, e encheu toda a casa onde estavam sentados. E línguas, como que de fogo, tornaram-se-lhes visíveis e se distribuíram, e sobre cada um deles assentou-se uma, e todos eles ficaram cheios de espírito santo e principiaram a falar em línguas diferentes, assim como o espírito lhes concedia fazer pronunciação.

Ora, uma vez que todos entendiam no seu próprio idioma o que era pronunciado pelos apóstolos, não obstante todos terem um só idioma da Galiléia, só pode-se, pois, compreender isto como sendo o cumprimento parcial de Joel. O seu fundamento tipológico. O fato de todos entenderem no seu próprio idioma o que era pronunciado pelos apóstolos isto significa que no segundo cumprimento, todos, não obstante a sua cultura, a não obstante o seu credo religioso, irão compreender a verdade única de Deus.

E façamos a pergunta: este segundo cumprimento da profecia de Joel, quando Deus derramaria do seu espírito sobre toda sorte de carne, e os filhos e as filhas profetizariam; os homens idosos teriam sonhos; quanto aos jovens teriam visões, Deus estaria se preparando para realizar tão grande derramamento neste ano de 2012? E que tudo pode acontecer para o mundo a partir de Araçatuba?

Lembrando que este segundo derramamento do espírito será literalmente o derramamento de novos conhecimentos, onde estar agora falando em línguas estranhas será estar falando em conhecimentos que antes nunca se tinha falado. Muitos marxistas hão de estar falando de Abraão, de Moisés, de Josué, de Davi, de Zorobabel, de Hilquias, de Josias, de Isaías, de Pedro, de André, de Paulo, como muitos cristãos hão de estar falando com alegria de Marx, de Engels, de Rosa Luxemburgo, da Escola de Frankfurt, de Lênin, da vitória bolchevique sobre as nações imperialistas naquele ano de 1918, sobre a vitória esplendorosa do povo soviético sobre o novo Amaleque, Hitler, sobre as grandes conquistas sociais, econômicas e tecnológicas da URSS, sobre o sábio Fidel Castro... Sobre Che Guevara... É o tempo em que Deus faz novas todas as coisas!

toda essa exposição tem como intuito confirmar esta questão sobre a identidade de Gerson: o Pai é digno de ser chamado Deus, tanto o Filho bem como o espírito santo. mas Gerson que se apresenta como o Messias diz ter sido comissionado para concluir a obra de Jesus, que também é o Messias, mas Jesus, o Messias, era Deus e digno de ser tratado como tal, porém, e quanto ao Messias Gerson? nele residem exatamente quais atributos? o do maior profeta que já houve e que foi comissionado a tutelar o reino da terra, ou se apresenta Gerson como sendo também uma pessoa que compõe a divindade, quem sabe a terceira pessoa?

é certo que trocaremos mais mensagens sobre este tema, mas por hora fico satisfeito com que lhe pude escrever.

Com absoluta certeza Adamir Gerson não compõe o quadro da divindade, a terceira pessoa, como não compôs Moisés, Isaías e Paulo. A Divindade já está completa e seu ciclo fechado. Adamir Gerson é sim um porta-voz da Divindade para este preciso tempo, que computo o mais importante, depois da Cruz. É um tempo mais importante do que o tempo que fez nascer o Protestantismo, que fez nascer o Marxismo, que fez nascer o Pentecostalismo, que fez nascer o Concílio Vaticano II. É um tempo da suma importância como o assim anunciado por Hegel, o tempo do nascimento da Ciência.

Em Adamir Gerson residiriam atributos que transcendem os atributos que estiveram sobre personagens bíblicos, com a exceção de Jesus? Só quem vai responder a isto serão gerações futuras, porque tudo está no prelo. Talvez que seja agora que a humanidade irá ter uma compreensão melhor sobre o fato de Jesus ter se referido a João Batista como o maior homem dos nascidos de mulher.